"...que por tão manso e cruel
desacatou a brisa do tempo..."
São quase 15 e 15, os ponteiros do branco relógio analógico da sala estão quase no mesmo lugar..mas não estão. Apontam para quase a mesma direção...mas...
Um olhar congelado e um ouvido sensível estão á espera de algo, 15 e 15 era a hora...Silêncio...o mais barulhento dos silêncios podia ser ouvido em sua cabeça, e mais nada. A mesma roupa branca com detalhes vermelhos, o mesmo perfume - jasmim -, não mudara nada, nem o corte de cabelo, quase nada mudou. Mudou de cidade.
No horário combinado o silêncio parou. Parar. Ele era desses que parecia parar o tempo, a vida e agora o silêncio. Três toques e ela correu, debruçou a cabeça no braço do confortável amigo de madeira e sem pensar retirou o sofrimento do gancho.
- Oi!
Do outro lado da linha-vida ouviu um estrondoso e enérgico “oiiiiii”. O mágico e estrondoso “oi” só podia vir delas, as meninas proibidas da magia. Estavam empolgadas, cantavam e ela também, do mesmo jeito que antes, elas tinham na voz um tom branco de quem recebe, com detalhes vermelhos de quem ama, faltava o perfume – jasmim – dele.
- Oi!
Ele parecia outro, e ela estranhou não ouvir do outro lado o barulho da maquina de calcular do homem magro, ele não estava ali. Nem o magro nem o velho. Era outro, outro que ela não via há muito tempo. Tinha na voz um tom de saudade, falava como se fosse chover a qualquer momento. Quase.
Ela mudou de cidade. Ele mudou. Quase.
Um olhar congelado e um ouvido sensível estão á espera de algo, 15 e 15 era a hora...Silêncio...o mais barulhento dos silêncios podia ser ouvido em sua cabeça, e mais nada. A mesma roupa branca com detalhes vermelhos, o mesmo perfume - jasmim -, não mudara nada, nem o corte de cabelo, quase nada mudou. Mudou de cidade.
No horário combinado o silêncio parou. Parar. Ele era desses que parecia parar o tempo, a vida e agora o silêncio. Três toques e ela correu, debruçou a cabeça no braço do confortável amigo de madeira e sem pensar retirou o sofrimento do gancho.
- Oi!
Do outro lado da linha-vida ouviu um estrondoso e enérgico “oiiiiii”. O mágico e estrondoso “oi” só podia vir delas, as meninas proibidas da magia. Estavam empolgadas, cantavam e ela também, do mesmo jeito que antes, elas tinham na voz um tom branco de quem recebe, com detalhes vermelhos de quem ama, faltava o perfume – jasmim – dele.
- Oi!
Ele parecia outro, e ela estranhou não ouvir do outro lado o barulho da maquina de calcular do homem magro, ele não estava ali. Nem o magro nem o velho. Era outro, outro que ela não via há muito tempo. Tinha na voz um tom de saudade, falava como se fosse chover a qualquer momento. Quase.
Ela mudou de cidade. Ele mudou. Quase.
2 comentários:
que blog legal! que texto bonito!
Seus textos são mesmo bons
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